
Os vegetais crucíferos são aqueles que apresentam geralmente o formato de uma cruz na sua superfície, tendo como exemplos os brócolis, couve-flor, repolho, rúcula e agrião.
Sua principal característica é a presença de uma substância denominada sulforafano, que estimula a produção e liberação de enzimas no organismo.
Apesar de serem alimentos com propriedades antioxidantes e apresentarem diversas vitaminas e minerais em sua composição, os crucíferos possuem isotiocianatos, compostos que podem interferir na absorção intestinal do iodo, levando à alterações tireoidianas. Contudo, esse processo ainda não está completamente esclarecido, podendo ocorrer apenas em quem possui deficiência severa desse mineral e/ou alguma disfunção tireoidiana.
Em contrapartida, esses alimentos podem ter um efeito benéfico na saúde de maneira geral, pois são excelentes fontes de fibras, enxofre, glucosinolatos e indol-3-carbinol, tendo ação prebiótica e anti-inflamatória que auxilia na manutenção da qualidade do microbioma intestinal e da imunidade.
Os vegetais crucíferos podem ajudar a combater diversos tipos de canceres, tais como o câncer de mama, próstata, tireoide e cólon, por atuarem no combate à ação de espécies reativas de oxigênio (oxidantes) e radicais livres, que podem estimular o crescimento e desenvolvimento de células cancerosas no organismo.
Apesar de ter um efeito possivelmente maléfico em distúrbios da tireoide, os isotiocianatos auxiliam no combate a xenoestrógenos, substâncias oxidantes que causam um desequilíbrio hormonal, principalmente nas mulheres, levando ao desenvolvimento de câncer de mama, ovário e endometriose. O consumo de crucíferos ajuda a inibir a ação dessas substâncias por auxiliar no sistema detoxificante, composto principalmente pelo fígado, fazendo com que sejam eliminados do organismo.