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A vitamina D tem sido muito comentada, principalmente nesse contexto atual de pandemia. Ela é uma das únicas vitaminas que pode ser considerada um hormônio, devido às suas propriedades reguladoras no organismo.


Ela atua, principalmente, no sistema imunológico, auxiliando a reduzir aspectos inflamatórios do organismo. Além disso, ela tem um papel muito importante na contração muscular e na estrutura dos ossos, se aliando ao cálcio para dar sustentação.


Quando se tem deficiência de vitamina D, é muito comum que os casos de quedas e fraturas ósseas aumentem, uma vez que sua baixa concentração sanguínea leva à redução dos níveis de cálcio, que auxiliam na formação dos ossos. Com os níveis de cálcio reduzidos, a ossificação se torna prejudicada, podendo levar à osteoporose e, consequentemente, à fraqueza estrutural, causando mais quedas e fraturas.


Além disso, a fraqueza muscular, que também envolve o cálcio em grande quantidade, pode estar relacionada à deficiência dessa vitamina, levando à sarcopenia, geralmente mais presente em idosos que não praticam exercícios físicos e têm uma alimentação deficitária.


A vitamina D também é muito interessante de ser utilizada em casos de doenças autoimunes, como diabetes do tipo 1, doença inflamatória intestinal e artrites, pois sua capacidade anti-inflamatória ajuda a manter a inflamação gerada por essas enfermidades controlada, sempre com o auxílio de uma alimentação equilibrada e de padrão preferencialmente mediterrâneo.


Dentre os alimentos que contém maior teor de vitamina D, podemos citar peixes gordurosos, gema de ovo e cogumelos, sendo este último considerado não tão eficiente devido à sua baixa concentração dessa vitamina.


Apesar de ser encontrada nos alimentos, a principal fonte de vitamina D é a luz solar. Se expor ao sol por 15 a 20 minutos diariamente, entre as 11:00 e as 15:00, pode trazer diversos benefícios à saúde, pois é a partir da exposição ao sol que vitamina D se torna ativa no organismo.


Muito se vê, hoje em dia, pessoas suplementando vitamina D. Por que isso acontece? Devido à baixa exposição ao sol e o consumo insuficiente pela alimentação dessa vitamina, a suplementação acaba sendo o meio mais eficaz de obtê-la. Mas atenção! A suplementação só deve ocorrer em caso de deficiência e na dosagem adequada, uma vez que, por ser uma vitamina lipossolúvel, pode se acumular no organismo e acabar gerando o efeito contrário ao desejado, além de poder causar uma hepatoxicidade e hipercalcemia. Portanto, tenha sempre o acompanhamento de um profissional nutricionista para adequar a dosagem, se necessário.